sábado, 18 de fevereiro de 2012

no waterfalls

nos braços de morfeu esqueço o café...
as gotas na testa de um prisioneiro. alívio enquanto a gota não vem, cada gota uma nova tortura.
http://www.youtube.com/watch?feature=endscreen&NR=1&v=lj4f-JUcaxs
olhando as palmas das minhas mãos, de cabeça baixa, te pergunto como foi seu dia. faz silêncio, olha pra cima, faz algum comentário sobre o céu. gosto de olhar as pessoas, com o objetivo de um dia entender. enquanto olham as coisas e tentam me explicar.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Eu ia levantar da cama, feliz, mas você me segurava. Com a mão forte no meu pulso feito espasmo, primeiro não me olhava. Eu ia levantar da cama mas sua força não deixava, e eu começava a ficar aterrorizada por aquele seu olhar que então me fuzilava, segurando meus pulsos minhas canelas e na verdade nem me olhando. Conseguia fugir sempre por um triz e voltava pra cama feliz. Quando escapei e sua mão me seguiu até o canto do quarto, encolhi a barriga para que não conseguisse, me puxar de volta pra lá. E o sentimento aterrorizante de que você poderia me matar, me fazia rir ao escapar.
Está feito.
She presents me life so simply
In a cup that's almost empty
With a little wine to tease me
But not enough to really please me
And if I drink, and let her take me
She is wise enough to wake me
But only after dreams and visions
Allowing me to see these decisions

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Quando fica esperando que te seja dita alguma coisa que tire essa inconstância
Qual será a palavra mágica?
Só o amor pode curar o que o amor lhe causa, pensa, com o olhar fixo nele

sábado, 14 de janeiro de 2012

Até as coisas boas são horríveis.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Devolvam-me aquela porta sem fechadura
Mesmo que já não ligue a nenhum quarto, devolvam-me
Devolvam-me o galo que me acordava todas as manhãs
mesmo que tenha sido devorado, devolvam-me os ossos
Devolvam-me o canto do pastor que soava na encosta da montanha
mesmo que tenha sido gravado em cassete, devolvam-me
a flauta
Devolvam-me o espaço do sexo
mesmo que tenha sido poluído, quero o direito à proteção do ambiente
Devolvam-me a boa relação com os meus irmãos e as minhas irmãs
mesmo que só tenha meio ano de vida, devolvam-me
Devolvam-me todo o globo
Mesmo que tenha sido dividido
em mil países
em cem milhões de aldeias
ainda o quero, muito.

Alucinações em papel. Dona de si, sente-se viva quase se perdendo... Alivía quando esquece tudo pra pensar que veio ao mundo apenas para respirar.

Quando eu acordar vai estar a mesma coisa...
e eu nunca mais quero acordar porque não tenho força pra mudar nada. O mundo é mais forte que eu e me empurra pra baixo. Sua voz rindo na caixa postal. Eu quero estar lá pros amigos, ainda não perdi as esperanças nos poucos e bons. Mas perco quando lembro que eles são pessoas como vocês, capazes de me fazer esse mal.
MENTIRA. Porque? Porque?
e o pior é entender mas odiar. odiar o egoismo presente em todos nós. é tudo mentira.
menos o riso na caixa postal. Como eu, mente falando a verdade.
Quem sou eu? eu me importo. E isso é o pior que alguém pode fazer.
Você dentro de mim acaba comigo. Quem é você? Um parasita.
Um parasita que me conhece em cada brecha. Me destrói queimando a minha pele de dentro pra fora. Nunca mais quero ver as pessoas. Mas porque estou desejando? Quem sou eu pra desejar alguma coisa?
Desejos são tão impalpáveis quanto a verdade.
todos mentem o tempo todo e ninguém sabe em qual mundo estamos vivendo. E afogando nesse mar a única coisa que eu ainda espero é a salvação que nunca vai chegar com medo de acabar logo comigo. Eu andando por ai, é inevitável, a não ser que eu me evite e tenho medo. Não vai ser pior mas e se não for melhor? Não posso ficar presa nesse lugar pra sempre. Não posso me marmorizar tão mal.
O mundo me dói
tanto. Quando o seu mundo existe só pra te machucar. Mas você vê que existem outros. Mas não tem jeito de ir pra la.
Não vê.
Muito frio. Frio e ar quente. Mais um gole, mais um comprimido, não aquece e respiro forte. O som da minha própria respiração se torna estranho.
Ela acredita nas próprias mentiras. E faz elas virarem verdade tão cegamente. A vejo vivendo. Enquanto busco a verdade, a inteligência, mas na verdade sou burra porque até hoje não consigo entender que inteligência é buscar suas próprias verdades. Cria-las pra ser feliz.
O ninho preto traz mudanças
Quanto mais amor mais problemas.
Quanto menos amor mais problemas.
Sangue estancado ou sangue jorrando, viva. A única coisa que ainda pode restar é a sincronia de um momento, a qual você me mostrou e eu ja não faço parte.
"and builds a house in memory lane..."
Medo dos barulhos la fora. Não venham.
Espasmos. Frio. Dor.
eu quero morrer
eu quero parar de tremer

domingo, 25 de dezembro de 2011

No meio da noite sentiu medo do escuro ao ver mais nas formas e nas cortinas...
A olhava dormir, antes de ir e depois de olhar pra si indo.

"Meus novos cantos já não ouvirão
Os que me ouviram os primeiros versos.
Sinto um tremor, lágrima segue-se as lágrimas.
O que assoprava o lábio vacilante."
Rocha e mar consigo arrasta
O curso infinito das esferas.
Vê cada um, o que em si traz em sigilo.
E o que desapareceu
converte-se para mim em realidade.
Os pássaros piam enquanto as más noticias ecoam no jardim. As rugas aguadas e os velhos olhos verdes que permanecem incrédulos olhando o nada. Os pássaros piam, uma mão aperta a outra. Olhando o nada, não se conforma. A mão esfriou, a voz cessou...
Renasce a dor, que em seus lamentos diz
Da vida o estranho, errante labirinto.
Qual no primeiro dia, insípido e esquisito.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Espaços profundos. brancos, sem fim. buracos no tempo cheiram a tristeza. as vezes doce, as vezes amarga. Tomando banho, no vapor de uma água pelando, na brancura de um banheiro molhado. Na solidão.